Pare. Respire. Pense.
Onde dói?
Pois bem, a resposta não importa: a prática de Yoga certamente pode te ajudar.
E não apenas para diminuir ou curar dores, mas também como prevenção. Antes de saber porque ela pode ajudar a diminuir a sua dor, entenda como isso acontece.
Yoga para um sistema menos nervoso: o que é dor

A dor é uma sensação física levada até o sistema nervoso por neurotransmissores pra alertar você que há algo errado.
E é aí que entra o Yoga, amenizando ou até curando possíveis problemas do nosso corpo.
Um estudo de 2007 mediu o níveis do hormônio GABA(ácido gama-aminobutírico), conhecido como um neurotransmissor analgésico, após uma sessão de 60 minutos de Yoga com 11 participantes.
O resultado foi um aumento de 27% da concentração desse hormônio, isso com apenas uma aula de Yoga! Imagine com uma prática de semanas, meses, anos?

Adeus dores musculares
Indiretamente o Yoga pode ajudar todos os músculos do corpo a se livrar de dores, especialmente se elas forem crônicas. Primeiro, pela diminuição do estresse através do autoconhecimento mental e físico e do controle da respiração.
O estresse do dia a dia causa um tensionamento muscular natural porque aumenta a presença de hormônios como cortisol e adrenalina no sangue. Tenso, o músculo está mais propenso a ter lesões, já que está em atividade constante de contração.
Além do relaxamento muscular, o Yoga também melhora a sensação de relaxamento pela via hormonal, combatendo os hormônios estressantes e estimulando a liberação de substancias que relaxam, como a endorfina.
Quando associamos Yoga ao combate da dor, as histórias mais comuns geralmente envolvem alguém com dores nas costas. É o caso dessa vovó guerreira, a norte-americana Anna Pesce.
A norte-americana de 87 anossofria com dores nas costas, osteoporose, escoliose(um desalinhamento na coluna vertebral) e hérnia de disco. Pra tentar aliviar essas dores o corpo de Ana desregulava sua postura, formando uma corcunda notável.
4 meses (com 1 aula por semana) com a instrutora de Yoga Rachel Jesien foram tudo o que ela precisou para sumir com as dores, melhorar a postura, a densidade óssea, voltar a andar e até mesmo a dirigir, algo que não fazia há anos.
Legal, não?
Mas não são só problemas na coluna que podem ser remediados com Yoga. No nervo ciático e na lombar também. Um grupo de praticantes da modalidade relatou que 4 semanas de Yoga foram suficientes pra diminuir quase por completo a dor no ciático.
Uma pesquisa de 2005 trouxe resultados ainda mais surpreendentes, agora para a lombalgia crônica. 44 pessoas com média de idade de 48 anos praticaram Yoga por 16 semanas. 64% delas relataram que a dor havia quase cessado e isso possibilitou que 39 pacientes diminuíssem ou até mesmo parassem de tomar analgésicos.


Articulações agradecem
Quem sofre de artrite e fibromialgia encontra no Yoga uma prática muito boa, tanto para prevenção quanto para alívio imediato das dores.
A artrite inflama as articulações, enquanto a fibromialgia espalha-se pelo corpo todo produzindo, além das dores musculares generalizadas, fadiga, alterações no sono, memória e humor. Ambas não tem cura, o que torna a prescrição de Yoga ainda mais necessária.
Yoga é o exercício ideal para esses dois problemas por três motivos principais: primeiro, porque músculos fortes protegem as articulações de tendinites e outras dores e segundo porque as sessões envolvem movimentação completa da articulação, o que estimula a produção do liquido sinovial, que faz o atrito com a cartilagem ser muito menor.
Por último, vem o controle da mente e da respiração e a chamada consciência corporal. Através dela fica mais fácil identificar exatamente o que dói, para assim buscar o tratamento correto.
3 meses pra se livrar da enxaqueca
Os pesquisadores desconfiam que o resultado desse estudo aconteceu por uma mescla de benefícios físicos e mentais.
A desconexão da mente mais o trabalho com os ombros e pescoço em 90 dias minimizaram dores de cabeça e enxaqueca no grupo que fez Yoga. Tanto a frequência quanto a intensidade dessas dores diminuiu bastante em todas as pacientes.
Intestino (não mais) Irritado e estômago curado

A síndrome do Intestino Irritável é caracterizada por desconforto abdominal e a funções do intestino alteradas. Em 2006, Kuttner avaliou 25 jovens com a doença. Metade fez aulas de Yoga diárias por 1 mês. Após esse tempo, os adolescentes que praticaram Yoga relataram que o intestino voltou a funcionar e que a ansiedade causada pelo problema diminuiu bastante.
Uma pesquisa da Unicamp ofereceu 4 meses de aulas de Yoga a alunos para medir como a prática ameniza dores, entre elas, a dor de estômago. Na escala usada, os estudantes que tinham essa dor relataram que ela diminuiu quase pela metade após os 120 dias de estudo, além de outros sintomas como dores musculares, de cabeça e no joelho.
Viu como Yoga pode ajudar você a amenizar suas dores, seja onde elas forem?


Por RAFAELLA CORNACHIONE


Pesquisadores estão comprovando os benefícios do Yoga
A ciência está começando a dar pistas concretas de benefícios mais sérios do Yoga, como a melhora da saúde, a diminuição de dores em geral e até a prevenção de doenças.
Autor de vários livros sobre Yoga, o médico e editor do Yoga Journal, Timothy McCall  reuniu comprovações científicas mundo afora e testou ele mesmo os efeitos do Yoga para o corpo e para a mente.
42 benefícios do Yoga para a saúde


Melhora a flexibilidade O aumento da  flexibilidade é um dos benefícios mais óbvios do Yoga. Durante a sua primeira aula você provavelmente não vai conseguir tocar seus dedões, mas não se preocupe.Com o tempo você vai notar uma melhora gradual, e eventualmente, poses que eram impossíveis de fazer vão ser realidade na sua vida.Ao mesmo tempo você também vai notar que algumas dores vão desaparecer. Não é coincidência. O Yoga tem o poder de ensinar à sua mente como conectar diferentes músculos, para que seu corpo trabalhe em sinergia.Quer um exemplo?Quadris travados podem exigir muito da articulação do joelho, levando ao desalinhamento dos músculos da coxa e dos ossos da perna.E daí esses problemas na coxa trazem dores na lombar, que causam dores nas costas. Está tudo conectado.Além disso, a falta de flexibilidade em outros tecidos, como ligamentos, pode causar uma postura ruim.Dá pra ver como uma coisa leva a outra?

Constrói músculos fortes


Ter músculos fortes é muito mais importante do que ter uma boa aparência. Eles nos protegem de doenças como artrite e dor nas costas, além de prevenir queda em idosos, uma das grandes causas de morte nessa idade.Quando você constrói seus músculos através da Yoga, balanceia esse ganho com o aumento de flexibilidade. Se você fizesse isso na academia provavelmente construiria músculos às custas da sua flexibilidade

.Emagrece

 O segredo? Os benefícios indiretos do Yoga para a perda de peso.Além de tonificar seus músculos e acelerar o metabolismo, Jared sentiu os efeitos secundários dessa atividade, como a diminuição da ansiedade, dos níveis de açúcar no sangue e a melhora do seu sono.Tudo isso contribuiu para que ele pudesse perder peso rapidamente, quase 10 quilos por mês em 150 dias.

Melhora a posturaI

magine sua cabeça como uma bola de boliche – redonda, grande e pesada. Quando ela está alinhada à coluna vertebral, seu pescoço e suas costas não vão ter problemas para suportá-la.No entanto, se você se mantiver alguns centímetros para frente vai tensionar esses músculos. 12 horas ao dia segurando essa bola de boliche e você ainda se pergunta o motivo de estar cansado e dolorido…E se isso piorar, seu corpo compensa desalinhando outros músculos e principalmente a coluna vertebral, o que pode causar mais dores e doenças incuráveis, como a artrite reumatoide.O Yoga ajuda te dando uma maior consciência corporal e melhorando sua postura no dia a dia.

Previne dores nas articulações

Toda vez que você pratica Yoga, leva suas articulações ao máximo do movimento que elas podem fazer.Isso previne a artrite porque faz o liquido sinovial(que nutre a articulação) fluir, diminuindo o atrito entre cartilagens e ossos.A cartilagem é como uma esponja: recebe nutrientes novos quando é apertada, empurrada, usada. Sem esses nutrientes, o atrito aumenta podendo chegar até os ossos…nessa hora você vai saber o que é dor de verdade. 

Protege a coluna

Se ficarem estáticos, os discos intervertebrais(os amortecedores da sua coluna), podem causar hérnias e comprimir nervos.Por isso precisam se movimentar, pois essa é a única maneira deles conseguirem nutrientes. Se você tem uma pratica regular de Yoga, com movimentos específicos para essa área, sua coluna estará saudável.

Melhora a saúde dos ossos

É de senso comum que os exercícios com peso fortalecem os ossos e previnem a osteoporose.O Yoga também tem esse poder!Várias posições requerem que você levante seu próprio peso, algumas delas específicas para os ossos dos braços, os mais vulneráveis a fratura por osteoporose.Um estudo conduzido pela Universidade da Califórnia, descobriu que dá para melhorar a densidade óssea nas vértebras com algumas semanas de Yoga. Além disso, como essa prática controla os níveis de cortisol(ver nº 12) ajuda a manter o cálcio nos ossos

.Melhora a corrente sanguínea

O Yoga faz seu sangue fluir através dos exercícios de relaxamento, principalmente a circulação nas extremidades – mãos e pés. Oxigenadas, as células funcionam melhor.As inversões, como paradas de mão e de ombro fazem o sangue venoso(não oxigenado) fluir das pernas e pélvis de volta ao coração mais rapidamente. Isso alivia inchaço nas pernas e pode ajudar a amenizar problemas renais.Além disso, o Yoga turbina os níveis de hemoglobina, célula que carrega oxigênio para outros tecidos. Mais fino, o sangue flui melhor, o que previne ataques cardíacos e derrames.

Drena a linfa e aumenta a imunidade

 Quando você contrai e alonga o músculos entre as poses melhora a drenagem da linfa, um líquido que contém células que lutam contra doenças.Como esse sistema não tem bombeamento como os vasos sanguíneos, movimentar-se ajuda o sistema linfático a lutar contra infecções, células cancerígenas e limpar as toxinas do corpo de forma mais eficiente.

Eleva a frequência cardíaca

Quando você eleva sua frequência cardíaca constantemente diminui o risco de um ataque cardíaco e pode aliviar sintomas de depressão. Nem todos os tipos de exercícios de Yoga são aeróbicos, mas todos conseguem alguma elevação dessa frequência.Pesquisas revelaram que praticantes de Yoga conseguem manter uma frequência mais baixa em descanso, tem maior resistência física e melhor uso de oxigênio durante o exercício. Tudo isso reflete no condicionamento físico.Além disso, o controle da respiração permite fazer o mesmo exercício gastando menos oxigênio, o que a longo prazo combate o envelhecimento das células já que um produto da reação com oxigênio são os temidos radicais livres.

Abaixa sua pressão arterial

Tem pressão alta? Experimente o Yoga.Dois estudos britânicos publicados na revista The Lancet compararam pessoas hipertensas em duas situações: enquanto parte delas fazia aSavasana, a posição do cadáver(deitar de barriga para cima controlando a respiração), outras apenas deitaram em um sofá. Após 3 meses ambas as medições, diastólica e sistólica caíram drasticamente no grupo que fez Yoga.

Regula as glândulas adrenais

A Yoga controla os níveis de cortisol. Parece pouco? Normalmente as glândulas adrenais secretam esse hormônio em resposta a crises agudas e isso aumenta a imunidade por um tempo.No entanto, os níveis de cortisol não podem se manter altos após essas situações ou seu sistema imunológico será comprometido.Outros estudos descobriram que cortisol em excesso pode causar depressão, osteoporose(por retirar o cálcio dos ossos), hipertensão e resistência a insulina.Uma pesquisa com ratos provou que cortisol em excesso causa fome, não a do dia a dia, mas aquela quando você está estressado e quer descontar nas calorias.Controlar o cortisol é sim importante!

Faz você mais feliz 

Triste? Tente uma posição de Yoga!Estudos descobriram que a pratica constante de Yoga combate a depressãoao elevar os níveis de serotonina e diminuir o cortisol sanguíneo.O professor Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, constatou que os iogues tem uma maior atividade do córtex pré-frontal, que é relacionado a felicidade e a função imunológica.

Te ajuda a ser mais saudável

Exercite-se mais, coma menos – esse é o mantra de quem está de dieta. E o Yoga pode ajudar.Uma pratica constante ajuda a queimar as calorias enquanto aumenta o conhecimento sobre seu próprio corpo, te ajudando a fazer escolhas melhores, principalmente para sua alimentação.

Diminui o açúcar no sangue

Yoga ajuda a controlar o açúcar no sangue e a diminuir o LDL, o colesterol ruim, enquanto aumenta o HDL, o colesterol bom.Pessoas com diabetes acham no Yoga uma forma de prevenção: por abaixar os níveis de adrenalina e cortisol, auxiliar na perda de peso e na sensibilidade aos efeitos da insulina. Controlar os níveis de açúcar sanguíneo também contribui para diminuir o risco de ataque cardíaco, falha renal e até cegueira.

Mantém você focado

Um componente importante do Yoga é manter você focado no presente. Estudos descobriram que o Yoga pode melhorar a coordenação motora, o tempo de reação, a memória e até mesmo seu QI.Praticantes de meditação se mostraram excelentes solucionadores de problemas, além de reter mais informação. Provavelmente estavam menos distraídos por outros pensamentos e focados na tarefa que tinham pela frente.

Yoga relaxa

Diminua sua respiração, foque no presente e controle seu sistema nervoso de perto.O Yoga ativa o sistema nervoso parassimpático, o que causa uma queda na hipertensão e a melhora do fluxo sanguíneo em intestinos e órgãos genitais, o que o médico Herbert Benson denominou de resposta relaxante.

Melhora o equilíbrio

 Yoga é capaz de aumentar sua propriocepção, que nada mais é a consciência de sentir seu corpo em relação ao espaço.Pessoas com a postura torta e movimentos debilitados geralmente tem uma propriocepção ruim, o que pode estar atrelado a problemas no joelho e nas costas.Mais equilíbrio  = menos quedas, o que para idosos se traduz em independência de cuidados de enfermeiras ou asilos. Para as outras pessoas, isso pode ser visto nas aulas, com uma facilidade para fazer poses mais desafiadores, como a da árvore.

Controle do sistema nervoso 

Alguns iogues mais avançados conseguem controlar seus corpos de maneira extraordinária, o que acontece graças ao sistema nervoso.Cientistas monitoraram praticantes de Yoga que podem induzir sua própria frequência cardíaca ou até mesmo gerar atividade cerebral para aumentar a temperatura das mãos!!!!

Melhorar a tensão em seus membros

Você já se pegou usando seu celular, dirigindo ou até mesmo olhando pra tela do computador com o corpo todo tenso?Esse hábito inconsciente pode levar a uma tensão crônica e um cansaço muscular de pulsos, braços, ombros, pescoço e até mesmo na face, o que gera um estresse muito grande. A pratica de Yoga te mostra onde você segura essa tensão e te ajuda a dissipá-la. Para músculos maiores, como quadríceps e trapézio talvez leve mais algum tempo pra isso acontecer

.Maior qualidade do sono

Você não quer sobrecarregar seu sistema nervoso com exercícios muito intensos, certo?Yoga pode aliviar a correria da vida moderna. Um dos benefícios estudados do Yoga é a melhora na qualidade do sono, justamente por esse maior controle do sistema nervoso. 

Turbina seu sistema imunológico

As poses e a respiração provavelmente também ajudam a aumentar a função imunológica, mas até agora a meditação é quem tem o maior efeito sobre ela, de acordo com a ciência.O corpo pode ou aumentar seus anticorpos, em doenças normais, ou os diminuir como em doenças autoimunes como a psoríase.

Dá aos seus pulmões espaço para respirar

Iogues tendem a ter inspirações e expirações mais profundas. Uma pesquisa de 1998 se propôs a ensinar uma técnica conhecida como a “respiração total” para pessoas com problemas cardiorrespiratórios.Após um mês, a taxa de respiração das pessoas caiu de 13.4 inspirações por minuto para 7.6. Ao mesmo tempo, suas capacidades físicas aumentaram bastante. O Yoga se mostrou eficiente para aumentar o volume das inspirações e a eficiência das expirações.Ao estimular a inspiração pelo nariz, o Yoga melhora a qualidade do ar que mandamos para o pulmão pois o nariz é capaz de filtrá-lo e aquecê-lo, coisa que a boca não faz.

Previne problemas no sistema digestório

 Úlcera, síndrome do intestino irritável e constipações – tudo isso pode ser causado (ou agravado) pelo estresse. Yoga, como qualquer outra atividade física, melhora a função intestinal diminuindo o risco de câncer de colón.Ainda não é cientificamente comprovado mas adeptos da prática já relataram que fazer poses com torções corporais estimulem o funcionamento desse sistema.

Acalma sua mente

Quer uma mente mais calma? Yoga é a solução.Frustrações, arrependimentos, raiva e medo estão associados ao estresse, assim como enxaquecas, insônia, lúpus, hipertensão e ataques cardíacos. Aprenda a combater isso com uma mente mais calma e viva mais e melhor.

Melhora sua autoestima

Baixa autoestima é um problema comum. Se você não souber lidar com isso acaba caindo em vícios, ou então comendo e trabalhando demais e dormindo de menos, e aí vai pagar o preço com a sua saúde mental, física e espiritual.Pratique Yoga.No começo você vai sentir lampejos de melhora, e com o tempo sua visão dos problemas se expande, dando mais clareza às suas decisões.Se você praticar regularmente e levar a sério(não só como exercício), você pode chegar ao que os iogues chamam de autoconhecimento e experimentar sentimentos bons como empatia, gratidão e o perdão.

Diminui as dores

 De acordo com vários estudos, a combinação de poses e meditação reduz dor em pessoas com artrite, problemas nas costas, fibromialgia, síndrome do túnel carpal ( problema na mão) e outras doenças crônicas. Quando você alivia essas dores seu humor melhora e você está menos propenso a utilizar remédios.

Dá clareza as suas decisões

Ao mesmo tempo em que é relaxante, a Yoga também te dá uma força para enxergar a vida de outras maneiras. Você conseguirá fazer mudanças importantes em sua vida, como parar de fumar, exercitar-se mais e comer melhor sem precisar fazer tanto esforço.

Conecta você com os professores(e outras pessoas)

 Bons professores de Yoga podem fazer maravilhas por sua saúde. Eles fazem mais do que guiar suas poses – podem ajustá-las para que você as faça no máximo de sua amplitude, prevenindo lesões e ajudando você a relaxar e a curtir o Yoga de forma segura.Existe ainda a possibilidade de fazer aulas online, mas nesse caso procureum programa que seja de confiança!

Mantém você longe das drogas(lícitas e ilícitas)

Se sua caixa de remédios parece uma farmácia de tão cheia talvez seja a hora de fazer Yoga.Estudos com hipertensos, diabéticos e pessoas com asma mostraram que a prática do exercício diminuiu a dosagem de remédio e em alguns casos eles até pararam de tomar. Isso significa menos gastos e menos risco de sofrer com os efeitos colaterais!

Yoga = autoconhecimento do corpo

Pare, respire, sinta: é o Yoga entrando em sua vida e te deixando mais consciente. Assim fica mais fácil descontruir problemas e afastar emoções ruins como raiva e medo. Estudos sugerem que esses sentimentos estão ligados a distúrbios como diabetes, colesterol elevado e ataques cardíacos.O Yoga diminui essa raiva, despertando sentimentos como compaixão e acalmando a mente e o sistema nervoso. Também aumenta a capacidade de olhar para sua própria vida sem fazer drama, e assim você pode tomar decisões firmes ou até mesmo absorver más noticias e acontecimentos ruins com a cabeça erguida.

Beneficia seus relacionamentos

 O amor não conquista tudo, mas pode ajudar a curar. Cultivar o amor de amigos, da família e da comunidade tem se mostrado muito bom para a saúde.E uma pratica regular de Yoga pode turbinar ainda mais esse sentimento, já que é da própria filosofia iogue enfatizar o bem, não machucar as pessoas e sempre contar e verdade.

Respirar melhor

Você sabe de qual som estou falando, certo? Aaaummmm…considere usá-lo na próxima sessão.Os suecos do Instituto Karolinska comprovaram que usar algum som na hora da meditação ajuda a limpar os seios nasais melhorando a respiração. Legal, não?

Guia seu corpo para a cura

O que você quer sentir? Estudos comprovaram que projetar uma imagem própria reduziu dores no pós operatório, além de dores de cabeça.Essa é uma bela notícia para pacientes com HIV e câncer, que podem ter uma qualidade de vida maior apenas se imaginando mais felizes. 

 Ajuda você a servir os outros

O Karma Yoga(servir os outros) não tem esse nome a toa – faz parte dessa filosofia.Um estudo da Universidade de Michigan descobriu que idosos que eram voluntários de alguma causa por menos de uma hora por semana tinham três chances mais de estarem vivos após 7 anos do que quem não era voluntário. Servir os outros dá significado a vida e te faz ver que seus problemas não são tão grandes quanto comparados ao de outras pessoas 

.Te ajuda a cuidar de você mesmo 

Na medicina convencional, a maioria dos pacientes são passivos no processo de cura. No Yoga, tudo o que você faz é decisivo. A pratica te dá ferramentas para mudar, e você talvez se sinta melhor já na primeira sessão.Isso gera um vício do bem, o que resulta em três coisas: você se cuida mais, percebe que tem poder sobre o processo(quando está doente) e daí surge a esperança. E a esperança em si ajuda a curar.

Melhora o tecido conjuntivo

Lendo os benefícios do Yoga, você deve ter percebido que várias coisas se repetem, e é porque muita coisa está conectada. Mude sua postura e sua respiração melhora. Melhore sua respiração e tenha o sistema nervoso em suas mãos.Essa é uma das grandes lições do Yoga – tudo está conectado, seu osso do quadril ao da coxa, você à sua comunidade, sua comunidade ao mundo…essas conexões são vitais para entender o Yoga, e essa sinergia talvez seja a melhor explicação para os benefícios do dele para a saúde.

Usa o efeito placebo pra provocar mudança

Acreditar em melhorar faz você melhorar. Infelizmente vários cientistas creem que se algo funciona por causa do efeito placebo é porque tem algo errado.Mas a maioria dos pacientes quer melhorar, então se entoar algum cântico – como os que são entoados no Yoga – ajuda a curar, mesmo através desse efeito placebo, por que não fazê-lo?

Melhora o sexo 

Sexo é corpo, coração e cabeça. E o Yoga é bom para tudo isso. 12 semanas de Yoga funcionaram para homens e mulheres envolvidos em um estudo relataram um aumento do apetite sexual, performance, orgasmo, satisfação e principalmente, a confiança.Fisicamente foi possível notar um aumento na circulação do sangue para os órgãos genitais e por isso Yoga também é indicado para combater a ejaculação precoce e a falta de ereção.

Turbina a fertilidade

Existem alguns estudos que indicam o Yoga como um possível elevador de fertilidade, graças a diminuição do estresse.O equilíbrio hormonal e a circulação de sangue nos órgãos gênitas seriam causas secundárias mas também importantes para quem está tentando ter um filho.

Ameniza o estresse pós-traumático

Estresse pós traumático é uma doença de pessoas que passam por algum acontecimento marcante(e ruim) em suas vidas. Não tem cura, mas pode ser amenizado com sessões de Yoga.Uma pesquisa norte-americana dividiu 38 mulheres em dois grupos: um fez 12 aulas de Yoga, e o outro não fez nada. Adivinha o que aconteceu?Quem fez Yoga teve os sintomas da doença reduzidos drasticamente, o que torna essa pratica um caminho para quem não tem sucesso com terapias convencionais e remédios.

Alivia a ressaca

 “Depois de uma noite regada a bebida alcoólica, Yoga talvez seja a última coisa que passa pela sua cabeça, mas é exatamente o que você deveria fazer”, diz a professora Linda McGrath.Para ela, Yoga é uma bela maneira de desintoxicar o organismo já que ajuda a aumentar o metabolismo, melhorar o trabalho da tireoide e a circulação do sangue.Todos esses benefícios podem ajudar a curar ressaca bem mais rápido do que ficar só tomando água deitado na cama. Namastê!Namaskar
Por RAFAELLA CORNACHIONE

O que faz uma terapeuta tântrica?
Uma série de interrogações surgem na cabeça do leigo que, quando não se informa, imagina respostas tenebrosas! Esse artigo busca esclarecer um pouco alguns pontos e desmistificar a imagem do Tantra e a figura do seu terapeuta.
E, para começar, deixo claro o que um terapeuta tântrico não faz: sexo. Se você comparecer a uma sessão de terapia tântrica esperando por isso, sairá muito frustrado. Da mesma forma, se receber esse tipo de abordagem da pessoa que o atender, saiba que você não esteve diante de um profissional sério (sequer diante de um profissional).
O papel do terapeuta tântrico deve ser o de desprogramar conceitos, de quebrar paradigmas e limpar seu corpo dos condicionamentos que ele tenha a respeito dos estímulos que recebe.
O terapeuta tântrico vai trabalhar com a sua sexualidade, não com sexo.

A massagem tântrica tem propósito de trazer novas sensações e ressignificar o prazer sentido pelo corpo.
Em uma primeira etapa, a massagem tântrica busca espalhar a sensação orgástica por todo o organismo, encadeando nesse processo agrupamentos musculares nunca antes utilizados no orgasmo.
Sim, é possível sentir o orgasmo – essa reação bioelétrica – em músculos do corpo todo, não apenas nos genitais.
Esse encadeamento ajuda a intensificar, prolongar e expandir o efeito terapêutico do orgasmo.
A partir daí a massagem pode ser usada para tonificar e fortalecer os músculos genitais, possibilitando-os sustentar níveis maiores de bioenergia. Um dos principais motivos das relações durarem tão pouco, ou gerarem orgasmos sem intensidade são os músculos sexuais hipotônicos.
Esse desenvolvimento tem se mostrado muito útil no tratamento de várias disfunções sexuais, tanto masculinas como femininas– anorgasmia, problemas de ereção, ejaculação precoce, dispareunia, entre outros.
Não apenas isso, a prática dessa terapêutica – por mexer com a bioquímica do cérebro, produção hormonal e outros aspectos da sensibilidade – pode levar a pessoa a outros estados de consciência, ou seja, apresenta caráter meditativo.
Texto (site Acidez Feminina)
TIPOS DE CIPÓ
Em um contexto urbano, a AYAHUASCA caracteriza-se como uma “Infusão vegetal psicoativa” da Amazônia, preparada por cocção – ou decocção – das cascas e caules do cipó BANISTERIOPSIS CAAPI (conhecido por nomes como “Jagube”, “mariri, “caapi, “huni”) junto com outras plantas componentes. A maioria das formulações de Ayahuasca utiliza uma das espécies do cipó banisteriopsis – tendo duas principais variações, o Tucunacá e o Caupuri, com inúmeras sinonímias, como ouri...nho pajezinho, quebrador, associado às folhas do arbusto Psichotria Viridis (conhecida como “Chacrona”, “Rainha”, “Kawa”) no preparo da beberagem. Estima-se que sejam utilizadas 98 espécies de 39 famílias de plantas como complementos à Ayahuasca conforme a especificidade do preparo.
A tradição indígena conhece outras variedades de cipó além das duas principais citadas anteriormente. Para os Huni kuin, existem diversas espécies de cipó utilizados do preparo da beberagem HUNI PAE. A partir de relatos e explicações foi compilado aproximadamente 11 espécies diferentes, as quais serão listadas abaixo com algumas informações recebidas sobre elas. Percebe-se que um dos critérios principais de diferenciação dos cipós ( os quais muitas vezes na floresta a olho nu são muito similares) são as modalidades de “miração” que cada uma proporciona:
BACAHUNI: Cipó do Peixe, teria surgido da “perna” de Yube Inu na história de surgimento do HUni. Foi descrito como possuindo as visões, “mirações” igual a “lua cheia”, delicadas, “clarinhas”, vindo luz clara.

NIHUNI: Cipó da Floresta, mirações vêm claras em alguns momentos, e em outros “fecham”. Como seu nome sentencia, ele é “da floresta”, portanto “vai te limpar, não tem jeito não”.
SHAWÃHUNI: Cipó arara. Suas mirações são fortes e longas, e costumam ser alaranjadas, vermelhas, com cor de sangue. Segundo relato sobre este cipó “tá limpando vendo sangue, limpando”.
SHANEHUNI: Cipó do “pássaro azulão”. Dentro das mirações, a cor predominante é o “roxo”.
PATIHUNI: É um arbusto com florzinhas bonitas. Suas mirações são cor de roda, cor do arco-iris (cores variadas)
TUCUHUNI: Variedade de cipó conhecido por ter seu efeito “mais forte” que os demais. É delicado e difícil de encontrar, localizando-se mais longe dentro da floresta. Em cada “palma” possui um nó, e parece ser o conhecido como caupuri em outros contextos.
BANAHUNI: Quando não é nativo, e sim de cultivo, possui mirações fortes com cores diversificadas, porém com pouca duração (passa rápido).
KEYAHUNI: Não existe mais, ficou na história.
BASAHUNI: é citado em músicas, mas não existe relatos a cerca do mesmo.
SHANKAHUNI: também é outro tipo de cipó citado em músicas, mas não existe relatos a cerca do mesmo.
DUNU WANÃ ISSUM: foi citado em uma das entrevistas.


Texto de Camila Silva Ribeiro.
Haux Haux Haux
Este é um assunto importante e delicado, que infelizmente é bastante menosprezado na atualidade. Ao que parece, os yogis do século XXI estão tão ocupados nos seus misteres, que esqueceram ou passaram a considerar desnecessário deter-se em detalhes aparentemente insignificantes como não mentir ou cultivar o contentamento.

Se você não tiver tempo ou disposição para agir conforme a ética do Yoga, tampouco terá tempo nem atitude para praticá-lo. Por outro lado, é desconfortável falar sobre estes assuntos, porque ninguém gosta de reconhecer-se como mentiroso ou ladrão, para dar os exemplos mais desconfortáveis. Ao invés de ver quem vai atirar a primeira pedra, lembremos que yama e niyama são os dois primeiros passos da caminhada, condição indispensável para que a prática dê resultados concretos. 



Yama significa controle ou domínio. É o pontapé inicial. Os yamas são as cinco proscrições:
não usar nenhum tipo de violência (ahimsā);
falar a verdade (satya);
não roubar (asteya);
 não desvirtuar a sexualidade (brahmācārya);
e não se apegar (aparigrāha).
 Esses refreamentos pretendem purificar o yogin, aniquilar a subjetividade advinda do egocentrismo e prepará-lo para os estágios seguintes. Desempenham o controle dos impulsos naturais, que se manifestam através dos cinco órgãos de ação (karmendriyas): braços, pernas, boca, órgãos sexuais e excretores.

Niyama, as prescrições psicofísicas, compreendem cinco disciplinas:
 a purificação (śaucan);
 o contentamento (santoṣa);
 a austeridade ou o esforço sobre si próprio (tapas);
 o estudo das escrituras do Yogae de si próprio (svādhyāya);
e a consagração a , o arquétipo do yogi perfeito (Īśvara pranidhāṇa).

Essas atitudes cumprem a função de domínio sobre os cinco órgãos da percepção (jñānendriyas): olhos, ouvidos, nariz, língua e pele. Esse controle dos sentidos aponta à organização da vida pessoal do praticante.

Ahimsā, a não-violência, entende-se como não matar, não agredir, nem causar nenhum tipo de dor a nenhum ser vivo. Os outros quatro yamas são corolários, conseqüências naturais da não-violência. Vyāsa, comentando o sūtra II:30 de Patañjali, diz:
"Ahimsā é abster-se de ferir qualquer ser, a qualquer momento e de qualquer maneira. A verdade e as outras formas de refreamento e observâncias se baseiam no espírito da não-violência." 
Satya, a verdade, consiste em fazer coincidir pensamentos, palavras e atos, o que deve entender-se como evitar a falsidade em todas suas formas, tanto nas relações do yogin com as pessoas quanto dele consigo próprio. Satya é procurar sempre a verdade, independentemente de aonde essa busca possa nos levar. Entretanto, Vyāsa esclarece:
A palavra pronunciada com o propósito de comunicar o próprio pensamento a outrem é verdadeira, desde que não engane ou confunda. A palavra deve pronunciar-se não para ferir, mas para beneficiar. Porque, se ferir, não produzirá harmonia, apenas sofrimento.
Noutras palavras: a verdade, por verdadeira que seja, não dói.
Asteya significa não roubar, não cobiçar ou invejar bens ou conquistas de outrem. Não é apenas não roubar, mas eliminar totalmente o impulso de apoderar-se de objetos (ou idéias) alheios. Vyāsa ensina:
"Steya significa pegar incorretamente coisas pertencentes a outrem. Asteya é abstenção dessas tendências, mesmo que em pensamento." 
Brahmācārya, o não desvirtuamento da sexualidade, pode interpretar-se tanto como total e absoluta abstinência sexual quanto não dissipação da energia através do orgasmo. Em ambos os casos pretende-se, embora por meios diferentes, refrear a força geradora, a fim de entesourá-la para a evolução no sādhana.
"Emprega-se hoje a palavra brahmācārya com o significado de casto, mas a castidade é uma noção ambígua. Nenhum homem é casto, já que de uma maneira ou de outra emite periodicamente seu sêmen, nem que seja dormindo. O que é proibido ao brahmācārin não são as práticas sexuais, são os vínculos e particularmente os atos reprodutores, que, por suas conseqüências, o ligam à sociedade, privando-o da sua liberdade. Obrahmācārin não deve ter relacionamentos que impliquem riscos de concepção. Deve ser, de qualquer modo, econômico com seu sêmen, consagrando-se ao estudo". Alain Daniélou, Shiva e Dionisos, p. 98.

Aparigrāha, a não possessividade, traduz-se em generosidade e desapego em relação não apenas aos bens materiais, mas também às relações afetivas. O apego nos tira da sintonia necessária para praticar. Vyāsa esclarece: "Aparigrāha significa desistir de cobiçar, considerando que a cobiça e o acúmulo causam problemas, que as coisas estão sujeitas à decadência e que a associação com elas causa desconfiança e rancor".
Śaucan é a purificação. A purificação externa inclui a dieta vegetariana, exercícios de purificação orgânica (como a lavagem das vias respiratórias e dos aparelhos digestivo e excretor), e manter limpo o ambiente em que se vive. Um organismo poluído por hábitos impróprios como o uso de drogas ou alimentação intoxicante gera comportamentos e condicionamentos contraproducentes para a prática do Yoga. A purificação interna inclui a eliminação das impurezas do pensamento. As técnicas mais refinadas de purificação são tattva śuddhi e citta śuddhi (antarmouna).
Santoṣa, o contentamento, consiste em cultivar um estado interior de permanente alegria, independentemente das circunstâncias externas, o que facilitará muito o progresso na prática. Lembre que o melhor surfista não é o que surfa a maior onda: é o que tem o maior sorriso nos lábios. O melhor yogi não é o que faz o exercício mais complicado: é aquele que sabe viver melhor sua vida (o que está estreitamente vinculado com o tamanho do sorriso).
Tapas é calor, ascese, determinação, força de vontade concentrada, austeridade, esforço sobre si próprio: "produz a destruição das impurezas, o que conduz ao aperfeiçoamento da sensibilidade corporal". O objetivo desse esforço sobre si próprio é atingir um estado de purificação que permita ao indivíduo tomar posse do seu corpo, indo além dos limites impostos pela percepção limitada da realidade. Como diz Kṛṣṇa naBhagavadgītā: "Uma linguagem que não fira, verídica, amigável e benéfica, o estudo regular das escrituras, tal é o tapas da palavra. A serenidade e clareza de espírito, a doçura, o silêncio, o autodomínio, a total purificação do caráter, tal é o tapas consciente."
Svādhyāya é o estudo da metafísica do Yoga e de si próprio; abrange não apenas o autoconhecimento através da reflexão sobre a sabedoria das escrituras (śāstras), mas também a aplicação prática desse conhecimento. O svādhyāya alarga os horizontes do intelecto, enriquece e estimula a prática. O japa, a repetição de um mantra com fins de meditação, também pode considerar-se svādhyāya. Diz a Viṣṇu Purāṇa, VI:6.2:
Do estudo deve-se passar ao Yoga. 
Do Yoga deve-se passar ao estudo.
 
Pela perfeição no estudo e no Yoga,
a Consciência Suprema se manifesta. 
O estudo é um dos olhos com que vemos o Ser.
 
O Yoga é o outro.

Īśvara  pranidhāṇa, é a consagração a Īśvara, o Ilimitado, e ainda Īśvara como arquétipo do yogi, o modelo ideal a ser seguido pelo praticante. Īśvara pranidhāṇa também significa entregar as ações e seus frutos a uma vontade superior à própria. Pode entender-se como autoaceitação no momento presente ou ainda como serviço à Humanidade. A melhor definição de Īśvara pranidhāṇa está na Bhagavadgītābhavitam bhavati eva: "O que tiver que ser, será".

Esse mesmo śāstra ainda afirma que "o seu dever é agir, sem procurar recompensas pelo que você faz". Īśvara pranidhāṇa pode também incluir práticas que tenham como resultado o controle dos órgãos dos sentidos. Por exemplo, a prática de āsanas pode ser usada para controlar as mãos e os pés, o que vai facilitar a permanência nas posições sentadas. 

Poucos livros ou escolas de Yoga hoje em dia, e ainda menos no Ocidente, dedicam-se a ensinar os
 yamas eniyamas. Uma pequena reflexão sobre eles revela sua importância na manutenção da "ecologia" social e individual. Através da prática destes preceitos se estabelece uma convivência pacífica, harmoniosa e feliz na sociedade. É por essa razão que Patañjali os chama sarvabhauma, supremos ou universais, pois eles valem para todas as pessoas e em todas as circunstâncias. 

Se diz, muito equivocadamente, que o Yoga torna o indivíduo egoísta e apolítico. Mas, o que verdadeiramente acontece, é que o Yoga desprograma os condicionamentos resultantes das ideologias, as tradições ou os valores impostos pela sociedade. Ensina o indivíduo a ser ele mesmo e dá uma liberdade que está além dos preconceitos e formas de comportamento estabelecidas pela sociedade.
Paradoxalmente, desenvolve ao mesmo tempo uma consciência de solidariedade com a sociedade em que o indivíduo percebe o planeta e a raça humana como uma unidade. É uma verdadeira revolução interior. 

Cada parte do Yoga tem um propósito definido. Esses dois primeiros passos não são específicos dele, mas configuram uma base de purificação mental, psíquica e física que resultará indispensável nas etapas posteriores. O Yoga não é moral nem moralizante: estas prescrições possuem uma função meramente utilitária e, embora possam funcionar como códigos para facilitar a convivência social, somente se praticam em função do objetivo final.
Os conceitos de "bem" e "mal" não determinam a conduta do yogin; a única causa do seu comportamento é o titânico esforço sobre si próprio necessário para viver os yamas e niyamas e assim, preparar-se para o reconhecimento da sua real natureza, que é mok?a, a libertação, objetivo do Yoga. 

A primeira palavra que aparece no 
Yogasūtra é atha, que significa agora. Agora, a seguir, depois que algo já foi ensinado. Isso, porque o Yoga não é para iniciantes. Por isso que existem os yamas e niyamas. Você não conseguiria, e praticamente ninguém, seguí-los à risca. Mas mesmo assim pode usar o Yoga. Porque está escrito nas Upaniṣads:
Yata Brahmande tata pindade. 
"Assim como é no Ilimitado, assim é também no corpo".

Essa última afirmação pode parecer misteriosa. Mas, como colocar realmente os
 yamas e niyamas em prática? Talvez você possa concordar comigo em que discorrer sobre a ética é teoricamente muito interessante, mas impossível de aplicar-se na prática por seres humanos normais, porque os yamas eniyamas são para santos, mas o Yoga é para gente como nós. Na verdade, você não precisa seguir todos osyamas e niyamas ao mesmo tempo. Escolha apenas um, e mantenha-o a qualquer preço. Os outros virão sozinhos. 

Pessoalmente, escolhi
 satya, a verdade. Nós mentimos o tempo todo, sem perceber, gratuitamente. Mentimos para a nossa família, para os nossos amigos, para as pessoas com quem nos relacionamos no dia-a-dia e, principalmente, para nós mesmos. E, quanto mais se mente, mais se reforça o vritti e o hábito de mentir, o que é um obstáculo intransponível se se quiser realmente avançar na prática. 

O filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein disse que "quem sabe demais acha difícil não ter que mentir". Em certas circunstâncias, ele tem razão: às vezes, a responsabilidade de lidar com a verdade pesa bastante. Mas isso não significa que você passará a usar a "verdade" para agredir os outros "por seu próprio bem". Porque a verdade pura, aquela que vêm do coração, não machuca nem dói. Vou lhe contar a história do ladrão e o rei.
 
A história do ladrão e o rei
Uma vez, um ladrão quis aprender Yoga. Foi visitar um mestre e disse-lhe que queria praticar, mas que era ladrão, bêbado e mentiroso. O mestre falou dos yamas e niyamas, e disse que, para começar, deveria escolher um yama ou um niyama e ater-se a ele. O ladrão pensou: "minha profissão é roubar.
É o que sustenta a minha família, portanto, fora de questão seguir asteya. A bebida é a minha única fonte de prazer, e tampouco vou largá-la. Ou seja, que nem shauchan nem tapas. Mas, deixar de mentir não vai me custar tanto. Vou seguir satya." E assim foi que ele decidiu falar somente a verdade. 

Uma noite, o nosso ladrão foi roubar o palácio real. Eis que o rei estava passeando pelo jardim após um dia entediante, buscando algo que lhe tirasse o vazio existencial. Os dois se encontraram e o rei pergunta: "quem é você?". O ladrão disse a verdade: "sou um ladrão e vim roubar o tesouro real."
 

O rei viu ali a possibilidade de viver a emoção e a aventura que estava procurando desde cedo, e então falou: "eu também sou um ladrão. E sei onde se guarda a chave da sala do tesouro. Façamos juntos o trabalho e dividamos o lucro". O ladrão concordou.
 

Os dois aventureiros entram no palácio, chegam na sala e dividem o tesouro. Porém, acham três enormes diamantes, que não podem ser divididos sem beneficiar um deles mais do que o outro. O ladrão, apelando para aquela generosidade que ocasionalmente conseguem ter os da sua profissão, diz: "fiquemos com um diamante cada, e deixemos o terceiro para o rei. Afinal, coitado, ele acabou de perder tudo." Ao separar-se no jardim, o rei pergunta ao ladrão onde ele mora, e fala da possibilidade de contatá-lo novamente para futuros "trabalhos". O ladrão fala a verdade.
 

No dia seguinte, o rei vislumbra a possibilidade de testar seu primeiro ministro. Chama-o e diz: "ontem à noite tive um sonho estranho. Sonhei que o tesouro fora roubado. Vá à sala conferir, pois um pressentimento está oprimindo meu coração."
 

O ministro entra na sala, vê o diamante que sobrou e pensa: "o nosso rei perdeu absolutamente tudo. Este único diamante não fará nenhuma diferença". Esconde a pedra preciosa sob a túnica e volta à sala do trono, dizendo que, efetivamente, o tesouro inteiro foi roubado. O rei manda prender o ladrão. Ao ser interrogado na frente do ministro, conta o acontecido: desde o encontro com o "colega" de profissão até o detalhe do diamante que eles deixaram na sala.
 

Desta forma, o rei descobre que o seu ministro não é de confiança, pois mente e rouba. Manda prendê-lo imediatamente. E, em seu lugar, nomeia primeiro ministro seu novo amigo, o ladrão. Este, dada a sua nova ocupação, deixou de roubar. E, como passou a ter outros prazeres, deixou igualmente de beber.
 

Ou seja, se você também escolher e seguir apenas um dos
 yamas e niyamas, os outros acontecerão sozinhos. Se quiser, tome essa escolha como um exercício temporário, digamos durante algumas horas, dias ou semanas, para observar a suas próprias reações. Se, por exemplo, você escolheu seguir a não-violência e sentiu dificuldades, ou não ficou conforme com o resultado, há ainda as outras possibilidades.

Depois que você conseguir a firme resolução de continuar com a sua decisão, verá que fica mais e mais fácil mantê-la, em qualquer circunstância. O convite está feito. Mas lembre que isto deve ser tomado como puro sádhana no dia a dia, e que deve servir como objeto de observação de si próprio, a cada momento, para treinar e testar o seu nível de consciência e a sua atenção, e ver como você reage ao seu próprio karma. E o que é o
 karma, então?
 
Karma é liberdade

Karma é o resultado das ações, a lei de causa e efeito. Ação e reação configuram dois aspectos da mesma realidade. A noção de karma não tem nada a ver com fatalismo ou determinismo (embora o efeito esteja potencialmente contido na sua causa): muito pelo contrário, é uma realidade que pode ser modificada, uma sorte de destino maleável.
 Swami Vivekānanda definiu o karma como
"A eterna afirmação da liberdade humana. Nossos pensamentos, nossas palavras, nossos atos, são fios de uma rede que tecemos ao redor de nós mesmos."
Controlar o karma é ser senhor de si próprio. Isso se faz através da prática constante de yama e niyama. O primeiro passo é tomar consciência de que ele existe, analisá-lo e estudar como criamos o nosso próprio destino. Assim poderemos evitar as coisas que nos fazem mal e atrair as que nos fazem bem. Temos que aprender a reconhecer as nossas tendências, que se pautam pelo samskára, o conjunto das latências subconscientes. 

Isso não significa apenas ser saudável e feliz, ou ter uma relação harmônica com as pessoas e o meio em que se vive. Também, conhecendo o nosso karma, podemos nos libertar dele, que é em definitiva o objetivo final da prática.
 

Você não deve deixar que as coisas "aconteçam" consigo. Afirma Vyāsa: 
As coisas fortuitas não colocam a Natureza em movimento. Apenas a remoção dos obstáculos permite que ela se manifeste, como o agricultor que remove as barreiras para que as águas possam fluir.

Removidos os obstáculos, a Natureza se desvela. Ser virtuoso pela virtude em si, não traz mokṣa, a liberdade, nem faz com que a verdadeira natureza se manifeste.
 

A virtude não é o que irá produzir a evolução. A virtude é apenas uma conseqüência. O efeito não determina a causa. É determinado por ela. Por exemplo, o poder de ouvir é a causa. O que se ouve, o efeito. O ato de ouvir não é a causa material da audição. O poder de agir em consonância com a Natureza é a causa. A ação correta, a conseqüência.
 

Os rituais coletivos, como o agnihotra, transformam os karmas coletivos. O sádhana tem como objetivo sutilizar o karma individual. Libertar-se do próprio karma é a maior e mais ambiciosa tarefa que um homem pode empreender. Puru?a, o Ser Ilimitado, é igualmente o
 axis mundi, o ponto central do Universo. 

Se tomarmos consciência da nossa verdadeira natureza, o Universo responderá em consonância. Os objetivos se conseguem afinando-se com a natureza da Natureza. É a natureza da Natureza se alcança usando os
 yamas e niyamas. 

Mas aqui temos um paradoxo: o
 yogi que consegue aniquilar o seu karma, em verdade não é livre, pois tem uma única opção: agir em consonância com a Natureza. Eliminar o karma não significa renunciar às coisas do mundo, mas ir além dos condicionamentos que nos atam a ele e nos fazem pensar que a felicidade depende das coisas que vêm de fora. Para isso, é fundamental entender o Karma Yoga, método que busca a realização pela da ação desinteressada, sem considerar seus resultados.
O śāstra que ensina esta forma de Yoga é a Bhagavadgītā, em que Viṣṇu, encarnado como Kṛṣṇa, ensina o príncipe Arjuna a viver em harmonia com o karma, a lei universal, e o dharma, a lei humana, tendo como pano de fundo a terrível guerra travada entre duas famílias reais, primas entre si: os Pándavas e os Kauravas. Esse confronto simboliza a dialética da vida.
Arjuna se nega a matar pessoas do seu próprio sangue, refugiando-se numa renúncia mal entendida. Entretanto, é convencido por Kṛṣṇa sobre a inevitabilidade da ação, pois, desde que o homem está vivo, está sujeito à lei do karma, sendo-lhe impossível fugir à ação. Renunciar não significa subtrair-se à vida, isolar-se do mundo e da sociedade:
"A má ação, como dizem os hindus, não é viver no tempo, mas acreditar que não existe nada mais fora dele. É-se devorado pelo tempo, pela História, não porque se vive no tempo, mas porque se crê na realidade do tempo e, por esse motivo, esquecemo-nos ou desprezamos a eternidade". Mircéa Éliade, Mitos, sonhos e mistérios, p. 51.

Kṛṣṇa propõe um
 Yoga em que ação e contemplação estão intrinsecamente ligadas. O que é necessário fazer é viver a própria vida executando as ações cabíveis a si mesmo, eliminando o apego aos seus resultados. Numa palavra, traz o Yoga para a vida secular, para aqueles que não podem renunciar às suas responsabilidades humanas:

Ó Arjuna, aquele que, mantendo os sentidos sob o controle da faculdade mental, se empenha desinteressadamente com os órgãos da ação no Yoga da ação, esse é eminentemente superior. Portanto, realiza a ação a ti devida, pois a ação é superior à inação: mesmo tua vida física não saberia sobreviver sem ação. Bhagavadgītā, III:6-8.

Ser
 yogi não significa obcecar-se com a técnica, mas esforçar-se para que a perfeição flua através de todos os atos, mantendo sempre uma atitude positiva e aberta, evitando fechar-se em fórmulas rígidas. Ou seja, a iluminação está aqui mesmo, e pode conseguir-se lavando a louça ou fazendo qualquer outra atividade:fazendo o que você tem que fazer! Diz o sábio Va?i??ha:
Toda a criação é paz, infinita e eterna. 
Veja a infinita consciência em tudo e fique em paz. 
Yoga é a cessação das experiências dos objetos. 
Fique no estado de Yoga e faça o que você tem que fazer. 
Fique no estado de Yoga e viva.
Lāghu Yoga Vaśiṣṭha, CXXVI:78. 

O importante é possuir mais disposição interior para viver e trabalhar, ser mais consciente e superar-se, mas sem que isto se transforme numa compulsão. A cada dia oportunidades nos são oferecidas para aprender a superar-nos: não as deixemos passar. Ao mesmo tempo, lembre de não confundir atitude positiva com virtudes positivas.
Convém manter uma disposição positiva, sem necessariamente ser inofensivo, bonzinho ou indulgente demais. Em determinadas circunstâncias, uma atitude firme acaba sendo mais sadia ou rendendo mais frutos que o excesso de bondade.




Surya Namaskar
O que é Saudação ao Sol?

Surya (Sol) Namaskar (Saudação) é a prática de uma sequência de Asanas que se conectam num movimento fluido. Muito vigorosa, é conhecida como a primeira e é até hoje a mais popular prática do Yoga Vinyasa. Seu objetivo é saudar e ativar a fonte geradora da nossa energia vital.
Curiosidades sobre o Surya Namaskar
Na tradição védica a Saudação ao Sol não se tratava de uma sequência de posturas, mas sim de uma sequência de mantras, que honravam o sol como símbolo divino. Essas palavras de poder eram entoadas ao amanhecer e chegavam a levar mais de uma hora para serem recitadas.
Não sabemos dizer ao certo a origem dessa prática como Asanas, pois não há referência a essa sequência nos textos de Yoga tradicionais.
Quando devemos praticar a Saudação?
O mais comum dessa prática é a sua execução de manhã, de frente para o Sol. Entretanto, muito além de saudar o Astro Rei Sol gerador de Prana (Energia Vital do planeta), no Surya Namaskar, estamos saudando também nosso Sol interior, ou seja, a fonte de nossa vida, nosso Atma ou Alma. Dessa maneira, pode-se executar as posturas a qualquer hora do dia, contanto que o busquemos  ascenda o nosso Sol interior.
O que faz dessa sequência algo tão poderoso?
Primeiramente, a sequência é feita com Asanas que exigem força, resistência respiratória, equilíbrio e concentração.
Para sua execução, é necessário o perfeito equilíbrio entre as 4 fases da respiração: Inspiração (Puraka), Sustentação dos pulmões cheios de ar (Kumbaka), Expiração (Rechaka) e Sustentação dos pulmões vazios (Sunyaka). Para isso, é recomendada a ativação de uma respiração mais ritmada e poderosa, chamada de Uyyai Pranayama (a respiração vitoriosa).
Outra técnica que também é aplicada é a Contração de algumas partes do corpo: tais como o períneo (Mula Bandha), o abdômen (Uddiyana Bandha) e a garganta (Jalandhara Bandha), prática que estimula o bom funcionamento das principais glândulas do corpo, ativando o metabolismo.

Veja aqui alguns dos benefícios para a saúde gerados pelo Surya Namaskar .

1)    Sistema Respiratório: melhora a oxigenação das células e dos tecidos do corpo e cérebro;
2)    Sistema Circulatório: estimula a atividade cardíaca;
3)    Sistema Digestivo: massageia vigorosamente o abdômen, estimulando os movimentos peristálticos, eliminando gases e melhorando a digestão;
4)    Sistema Urinário: elimina toxina, tonifica bexiga e rins;
5)    Sistema Nervoso: por conta dos movimentos ritmados, a coluna vertebral é altamente solicitada e massageada beneficiando nervos e plexos;
6)    Sistema Glandular: promove uma forte estimulação em todas as glândulas, ativando suas funções.


O Poder dos Asanas do Surya Namaskar:

1. Tadasana:
Benefícios: Acalma o centro do coração
Concentração: Anahata Chakra (Plexo Cardíaco)
Mantra: Om Mitraya Namah - "Eu reverencio a Ele que é toda bondade"
Virtude: Espiritualidade

2. Ardha Cakrasana
Benefícios: Promove abertura peitoral e fortalece as costas
Concentração: Visuddha Chakra (Plexo Laríngeo)
Mantra: Om Ravaye Namah - "Eu reverencio a Ele que é a causa de todas as transformações"
Virtude: Felicidade

3. Padahastasana
Benefícios: Elimina a fadiga
Concentração: Svadhistana Chakra (Plexo Sacral)
Mantra: Om Suryaya Namah - "Eu reverencio a Ele que induz à atividade"
Virtude: Discernimento

4. Uttana Bhujangasana
Benefícios: Desenvolve uma visão clara e límpida da realidade
Concentração: Ajna Chakra (Plexo Frontal)
Mantra: Om Bhanave Namah - "Eu reverencio a Ele que difunde"
Virtude: Alegria

5. Santolasana
Benefícios: Fortalecimento dos membros superiores e inferiores e abdômen
Concentração: Visudha Chakra (Plexo Laríngeo)
Mantra: Om Khagaya Namah - "Eu reverencio a Ele que se move no céu"
Virtude: Piedade

6. Astanga Namaskara
Benefícios: Promove um profundo relaxamento
Concentração: Manipura Chakra (Plexo Solar)
Mantra: Om Pusne Namah - "Eu reverencio a Ele que alimenta a todos"
Virtude: Humildade

7. Bhujangasana
Benefícios: Promove força de ação
Concentração: Svadhistana Chakra (Plexo Sacral)
Mantra: Om Hiranyagarbhaya Namah - "Eu reverencio a ele que se move no céu"
Virtude: Saúde

8. Adho Mukha Svanasana
Benefícios: Promove equilíbrio entre forças Yin e Yang
Concentração: Svadhistana Chakra (Plexo Sacral)
Mantra: Om Maricyaye Namah - "Eu reverencio a ele que possui raios"
Virtude: Compaixão

9. Uttana Bhujangasana
Benefícios: Promove concentração
Concentração: Ajna Chakra (Plexo Frontal)
Mantra: Om Adityaya Namah - "Eu reverencio a Ele que é o Deus dos Deuses"
Virtude: Equanimidade
  
10. Padahastasana
Benefícios: Promove atividade mental
Concentração: Svadhistana Chakra (Plexo Sacral)
Mantra: Om Savitre Namah - "Eu reverencio a Ele que produz a todas as coisas"
Virtude: Lealdade

11. Ardha Cakrasana
Benefícios: Promove abertura peitoral e fortalece as costas
Concentração: Visuddha Chakra (Plexo Laríngeo)
Mantra: Om Arkaya Namah - "Eu reverencio a Ele que permite ser adorado"
Virtude: Amor

12. Tadasana:
Benefícios: Promove a fé
Concentração: Anahata Chakra (Plexo Cardíaco)
Mantra: Om Bhaskaraya Namah - "Eu reverencio a Ele que conduz à iluminação"
Virtude: Sabedoria

Então, vamos à prática?
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