Tantra é sexo?
Absolutamente não. O Tantra é uma filosofia comportamental, que traz uma visão de mundo desrepressora, porém, cujo principal objetivo é o auto-conhecimento e a libertação espiritual. Tendo uma visão de mundo desrepressora, o Tantra, em sua essência, explora aqueles temas que são considerados tabus na sociedade. No contexto no qual o Tantra surgiu, a cultura védica indiana, os tabus vigentes eram: o sexo, a morte, a impureza e as regras e regulações sociais. Como o objetivo das tradições tântricas era criar métodos para a liberação (TAN = expansão ou liberação e TRA = método ou dispositivo ), para elas é essencial nos libertarmos desses tabus para alcançarmos uma visão de equanimidade/não rejeição de nada que existe, percebendo toda a existência como divina. Em outras palavras, realizar que tudo é Deus. Portanto, as práticas tântricas incorporam esses tabus como práticas espirituais para que eles sejam, gradualmente, absorvidos pela luz da consciência. É literalmente uma ciência da libertação. Porém, é fundamental perceber que as práticas sexuais do Tantra não tinham como objetivo maximizar o prazer e, sim, integrar a sexualidade naquilo que consideramos sagrado e divino.   


Essa é uma massagem sexual ou erótica?
Essa é uma pergunta difícil e muito interessante de ser respondida, pois, ela vai depender do que você entende por sexual e erótico. Se você endente isso como sendo sexo, abraço ou contato genital entre duas pessoas ou mesmo o estímulo focado no genital e no despertar da excitação, então, não, essa massagem não é isso. Porém, se você entende por sexual e erótico a força que é propulsora da vida, da criatividade, da beleza e do prazer, do desejo de viver e se sentir amado, acolhido e conectado com o corpo, sim, essa massagem é sexual e erótica no sentido de que ela visa restabelecer o livre fluxo da energia vital, despertando a sensibilidade do corpo e estimulando a nossa vitalidade e o nosso tesão pela vida.  

Há toque íntimo/genital?
Para responder a essa pergunta, primeiramente, é necessário introduzir uma perspectiva que é fundamental à esse trabalho. Todo o nosso corpo é sensível e passível de sentir muito prazer. Por diversas questões de condicionamento social e interesses religiosos e políticos, vivenciamos uma sexualidade muito restrita se não doentia. É importante nos conscientizarmos disso e percebermos o quanto limitamos nossa expressão sexual à padrões que geram insensibilidade e, assim, frustração e desgosto. Para uma sexualidade plena, pode ser fundamental inovarmos, sairmos dos scripts previstos, oferecermos tempo e criatividade ao ato sexual. Nessa perspectiva, percebemos que uma abordagem de terapia tântrica focada no genital, pode, facilmente, reforçar padrões sexuais que podem estar te limitando. Então, na nossa visão da terapêutica do toque, valorizamos a possibilidade de desgenitalização do orgasmo e da conscientização e sensibilização de todo o corpo que vai favorecer o desacelerar do ato sexual. Sendo uma terapia tântrica, com características desopressoras, não faria sentido aqui haver a limitação do genital não poder ser tocado, porém, é essencial entender que, possivelmente, esse não será o foco.     

Eu ficarei nú para receber a massagem?
A nudez não é um requisito, porém, a medida que se aceita e naturaliza o próprio corpo e prazer, é comum que as pessoas comecem a tratar a nudez como algo natural e que deseje estar mais desnuda. 

Há troca entre o interagente e o(a) terapeuta?
Não há nenhum tipo de contato sexual ou troca de toques íntimos em nenhuma etapa do processo. Nas etapas mais avançadas, com o objetivo de se distinguir afeto e sexo e, assim, naturalizar a troca afetiva, tão vital para nosso bem-estar e saúde física e emocional, há a possibilidade de serem incorporadas vivências de troca de carícias. Porém, é fundamental entender que essa metodologia só é aplicada com o total consentimento de ambas as partes e como um recurso de pedagogia afetiva, não havendo nenhuma margem para o envolvimento sexual entre terapeuta e interagente.  


Higiene íntima masculina

A Higiene íntima masculina é fundamental para a saúde e bem-estar do homem pois protege contra doenças e melhora a vida sexual, a falt...a desta higiene intima, pode acarretar em inflamações e irritações na área genital, que vão desde uma coceira chata até infecções graves por fungos.
Segue 6 passos para a higienização:


1 - Lavar as mãos
Lavar as mãos antes de tocar o pênis na hora de urinar é fundamental para evitar o risco de levar bactérias e fungos para região genital, ao tocar o pênis com a mão suja, o homem está contaminando a mucosa e pele da região com todos os germes acumulados, podendo contrair várias formas de doenças, o recomendado é lavar as mãos antes de depois de urinar.

2 - Enxugar o pênis
Enxugar o pênis após urinar com papel higiênico evita ou reduz a possibilidade que restos de urina fiquem na cueca, quando em contato com a pele, esses resíduos favorecem uma inflamação local ou mesmo as infecções fúngicas, a urina é um meio de cultura para germes, pois é rica em amônia. Além disso, essas gotas na cueca podem causar um cheiro forte.



3 - Durante o banho
A limpeza do pênis no banho envolve puxar o prepúcio (pele que recobre a glande ou cabeça do pênis) até o aparecimento total da glande, passar água com espuma de sabão ou sabonete sobre a superfície da mucosa e/ou pele suavemente, até sair toda a camada de gordura acumulada", essa gordura se chama esmegma, e é uma secreção branca composta de células descamadas da pele e óleos produzidos por glândulas penianas, que se acumula entre a glande e o prepúcio. Após a limpeza cuidadosa da glande, deve-se higienizar toda região genital e anal de forma habitual. Lavar o pênis após a relação sexual também ajuda a remover resíduos de sêmen e excesso de lubrificante do preservativo, o fundamental na realização da higiene do pênis não é o sabonete, mas o cuidado na maneira de limpar a glande A maioria dos homens pode usar sabonete comum de pH 7, que é o neutro, para fazer a limpeza do pênis sem problemas. no entanto, alguns homens com a pele sensível ou propensão a alergias se beneficiam do uso de um sabonete íntimo masculino de pH fisiológico (pH 5-6)." Caso o homem tenha algum ferimento, pode optar também pelo sabonete antisséptico,

4 - Higienização após a relação sexual
Higienizar o pênis depois do ato sexual ajuda a evitar principalmente infeções causadas por fungos, como a candidíase, lavar o pênis após a relação sexual também ajuda a remover resíduos de sêmen e excesso de lubrificante do preservativo. Caso o homem não tenha usado preservativo, a higiene também serve para retirar o muco da lubrificação natural da mulher junto com resíduo de secreção espermática após a ejaculação - ambos ricos em substâncias que servem como meio de cultura para bactérias e fungos.

5 - Depilação
Não é necessário depilar completamente os pelos pubianos, a depilação total aumenta a chance de inflamação e infecção cutânea, podendo cursar com foliculites e abscessos de pele. O cabelo em si é um meio de proteção do organismo, logo tem a mesma função quando se trata da região genital. No entanto, faz parte de uma boa higiene não dar margem para excesso, sendo recomendado aparar os pelos da área genital. Na base do pelo há glândulas que produzem suor e gorduras para lubrificar e resfriar a pele, e essas podem causar um cheiro desagradável ou servir de alimento para germes, predispondo ao aparecimento de doenças de pele. Dessa forma, é importante manter os pelos pubianos aparados e a região sempre limpa, para não dar margem ao acúmulo de fungos e bactérias nocivas.

6 - Cuecas
O uso de roupas íntimas muito apertadas diariamente pode influir na qualidade do sêmen, os testículos quando muito próximos do abdômen ficam expostos a uma temperatura corpórea maior, que pode levar a dano temporário da qualidade e quantidade de espermatozoides produzidos, os melhores modelos são as cuecas samba-canção ou boxer, que são mais folgadas, permitem o posicionamento anatômico do escroto e a maior circulação de ar, evitando umidade local. No entanto, não há comprovação científica de que o uso de cuecas aperta cause algum tipo de doença'. A cueca de algodão tem uma série de vantagens. "Esses tecidos absorvem melhor a transpiração que os sintéticos". Elas também são mais confortáveis por conta de sua superfície macia, que não irrita a maioria das peles. É um tecido natural e é hipoalergênico. Ao contrário de nylon e outros materiais sintéticos comumente utilizados para fazer roupas íntimas, cuja incapacidade de absorção e consequente retenção de umidade podem tornar a cueca um habitat para fungos. Atualmente, além do algodão, existem novos tecidos tecnológicos que buscam a redução da umidade e facilidade de circulação do ar, como os tecidos de fibra de bambu.
Cuecas acumuladas no cesto de roupa suja deixam resíduos e secreções que eventualmente se acumulam na peça podem se proliferar, dificultando a higienização e inclusive arriscando contaminar outras roupas, a melhor forma de higienizar as cuecas é lavando-as diariamente após o uso e trocando a peça no mínimo diariamente".

Texto Carlos Caruso
Santo Daime - Historia


Conhecida como a religião da floresta, o Santo Daime surge na década de 1930. Foi fundada por Raimundo Irineu Serra, nascido em 15 de dezembro de 1890 em São Vicente de Férrer, município da baixada maranhense. No final da primeira década do século XX embarcou para o território do Acre para trabalhar nos seringais.

Conheceu a bebida Ayahuasca por intermédio de dois amigos, André Costa e Antônio Costa, na região da fronteira com o Peru.

Após esta experiência, Irineu, já no Brasil, teria aprendido a preparar a bebida. Na primeira vez em que a tomou com seu amigo Antônio Costa, este teria tido contato com uma “senhora”, que se apresentou como “Clara” e mandou um recado avisando que na próxima vez em que tomassem a bebida ela apareceria para ele.

 

Assim feito, na próxima vez em que tomaram a bebida, Irineu teve uma visão: a Lua se aproximou de sua janela, e nela viu a imagem da Santa. Disse que há tempos o estava acompanhando e que tinha uma missão para ele: deveria ficar oito dias na mata, apenas tomando Daime e se alimentando de macaxeira sem sal, durante esse período teve visões e entrou em contato com a força da floresta.
 

Ao final desta experiência a Santa reapareceu dizendo que ele estava pronto para receber o que ela tinha para lhe entregar. Entregou-lhe então uma laranja, simbolizando o mundo que Irineu deveria agora doutrinar. Ele poderia pedir então o que quisesse: pediu para ser o maior curador do mundo, e que ela colocasse tudo que pudesse curar naquela bebida. Foi aí que ela revelou que a bebida devia chamar-se Daime, pois era um pedido, uma prece para Deus, dai-me  saúde, dai-me amor! Mais tarde Irineu identificou a Santa como sendo a Virgem da Conceição.


Nos anos que se seguiram Irineu foi recebendo por intermédio da Santa, as diretrizes que viriam a formar a Doutrina do Santo Daime, inclusive os primeiros hinos, e veio a se consolidar pelo nome que hoje é conhecido: Mestre Irineu.
 
A doutrina acabou sendo formada com elementos de diversas matrizes culturais e religiosas, tendo como base principal, o Cristianismo. Tal ecletismo se deu no contato da cultura do sertanejo nordestino com o caboclo amazônico, fazendo surgir assim uma prática religiosa considerada como sendo genuinamente brasileira.
 
Mestre Irineu faleceu aos 79 anos na cidade de Rio Branco - Acre, em 06 de julho de 1971, mas continua vivo em nossos corações ajudando e protegendo a todos que buscam seus ensinos através do Santo Daime.

Nos humanos, a DMT é produzida naturalmente pela glândula Pineal. Pesquisas indicam que a Pineal irá produzir DMT em grandes quantidades em pelo menos dois momentos das nossas vidas: no nascimento e na morte, ou ainda em situações de grande estresse traumático. Pessoas que experimentam “situações de quase morte” relatam efeitos semelhantes aos das experiências com DMT (visão de luzes fortes, portais, ícones religiosos, etc.)
 

O Santo Daime é produzido em ritual chamado de FEITIO. Nele as mulheres preparam as folhas (colheita, limpeza e separação). A colheita é feita em clima de concentração e interiorização através do silêncio ou do canto de diversos hinos da doutrina do Santo Daime. Já os homens preparam o cipó (colheita, corte, limpeza e masseração). O processo de masseração é chamado de BATEÇÃO, onde um grupo de homens bate o jagube, em rítimo uníssono e compassado, até que este seja totalmente transformado em fibras. Este trabalho é feito em clima de muita concentração e entoação de diversos hinos, além da consagração da bebida.
 

Além destas tarefas principais, são realizados outros trabalhos, limpeza dos espaços, corte de lenha, limpeza do jagube, alimentação, entre outros, sempre executados por integrantes da irmandade, fortalecendo entre si o senso de comunidade e responsabilidade quanto a produção da bebida que será consagrada durante nossas sessões.
 

Os trabalhos são coordenados pelos chamados “Feitores”, responsáveis por coordenar a execução de todas as tarefas, além de cuidarem dos pontos de cozimento do Daime, retirada das panelas e envasamento da bebida.

COMO É FEITO
 


A partir do cozimento de duas plantas nativas da floresta Amazônica, o cipó Banisteriopsis Caapi, também conhecido popularmente como Jagube e folhas do arbusto Psychotria Viridis (chacrona), conhecida popularmente como Rainha, que contém o princípio ativo do Santo Daime, Dimetiltriptamina (DMT).

TRABALHOS


CONCENTRAÇÃO
 


Os trabalhos chamados de CONCENTRAÇÃO são iniciados com orações e em seguida todos consagram o Santo Daime. Neste momento a quantidade servida é igual para todos. A serventia do Daime é chamada de despacho, e logo após inicia-se o hinário.
 

O hinário é o conjunto de hinos, que são “recebidos” por membros da Doutrina, canalizações de mensagens espirituais de diversos temas. Através do canto destes hinos, o participante tem a oportunidade de iniciar o processo de auto-reflexão O CEU SAGRADO RENASCIMENTO disponibiliza o hinário impresso para que todos possam acompanhar e participar do canto.
 

Após o término do hinário, serve-se novamente o Santo Daime, desta vez cada participante determina a quantidade que deseja ingerir para que se inicie o período de CONCENTRAÇÃO.
Nesta etapa, todos entram em estado de meditação profunda, procurando concentrar-se nas questões internas que trazem consigo, buscando contato íntimo com seu Deus interior. Também são tocadas músicas que auxiliam no processo de meditação.

 

Durante todo o trabalho, uma equipe de “fiscais” está a disposição para auxiliar os participantes, fornecendo tudo que for necessário para que se faça um bom trabalho.
Ao final da concentração, cantam-se os hinos de encerramento, são comemorados os aniversários do mês corrente e são dados os avisos necessários.
Fecha-se o trabalho com orações e todos são liberados para nossa confraternização.

 

Os trabalhos tem duração média de 4 horas, podendo se estender um pouco mais por motivos diversos.

BAILADO



Os trabalhos de Bailado são realizados em datas de festejo: aniversário da igreja, comemoração de São João, Virgem da Conceição e entrega dos trabalhos do ano. São assim chamados pois cantam-se os hinos ao mesmo tempo em que se baila.

Após com as orações e a consagração do Santo Daime inicia-se o bailado.

 

O bailado consiste num simples movimento lateral de corpo, compondo-se de dois passos para a esquerda e dois para a direita em sua maior parte, como acompanhamento do ritmo chamado marcha. Existem ainda mais dois ritmos: a valsa, com movimento apenas de ombro, e a mazurca em que é realizado um giro de corpo. Todos os passos são de fácil assimilação e qualquer pessoa em boas condições de saúde pode participar. Os que não tiverem condições para bailar, podem acompanhar o trabalho sentados.
 

Durante os bailados, podem ser realizadas outras cerimônias, como batizados, casamentos,  fardamento (cerimônia de filiação ao Santo Daime) e comemorações diversas conforme o motivo ao qual se está realizando o bailado.

 

 
O que é Tantra?
Por Deva Nishok

Tantra é um termo amplo, pelo qual antigos estudantes de espiritualidade na Índia designavam um tipo muito especial de ensinamentos e práticas que tiveram base em uma antiga sociedade. Com o passar do tempo, estes ensinamentos propagaram-se, misturando-se com diversas outras culturas e correntes filosóficas e religiosas como o Hinduísmo, o Vedanta, o Yoga, o Budismo, o Taoísmo, entre outras.


No Ocidente, o Tantra propagou-se e popularizou-se entre adeptos do misticismo, do esoterismo e da magia ritual, em escolas iniciáticas ligadas a nomes como Aleister Crowley ou Samael Aun Weor, sociedades outrora secretas, denominadas Golden Dawn, Sociedade Gnóstica (Gnosis) e outras. A maioria desses ensinamentos deturparam a Visão Original do Tantra, dificultando a sua compreensão mais profunda.
No Ocidente, por volta dos anos 60, surgiu um movimento que continua atual, denominado Neotantra, ligado à Nova Era e tido como uma popularização dos ensinamentos tântricos, adaptados a novos movimentos terapêuticos de vanguarda como a Bioenergética, a Primal, a Pulsation, o Rebirthing, e as meditações do mestre indiano Osho, especialmente elaboradas para o modo de vida ocidental.
Essa visão moderna e atualizada, propagada através da argumentação clara e objetiva de Osho, é a que mais se aproxima da metodologia aplicada nas meditações tântricas do Tantra Original, apesar de ser a mais perseguida pelo contexto de liberdade sexual que apresenta.
Mas o movimento Neotantra também fugiu do contato com o sistema existencialista proposto pelo Tantra, que é um caminho de acesso ao potencial energético criativo e libertador existente na raça humana, ainda em estado germinativo, mas prestes a desabrochar, desde que encontre as condições propícias.
Muitos trabalhos com o Tantra não trazem uma compreensão clara da extraordinária herança daquilo que pretendem representar e incorrem na perigosa distorção, vulgarização e banalização do sexo e no incentivo e valorização do jogo da sedução nos relacionamentos, como se o Tantra tivesse esse objetivo.
Mesmo na Índia e no Tibet, o Tantra tem o seu quinhão de fracasso moral. De drogadictos a alcoólatras, de pervertidos a maníacos sexuais, muitos falsos mestres e gurus abrem seus clubes de encontro e sedução sob a indefinida denominação de "Tantra". O Tantra tornou-se, então, uma evasão fácil, reduto para inúmeros degenerados morais e sexuais.
Mesmo em seu país natal, os ensinamentos tântricos caíram em descrédito, precisamente por causa do uso indiscriminado de muitos de seus fundamentos atrelados ao sexo livre e superficial.  No Tantra Original, o objetivo das práticas  é conduzir o praticante àquilo que se pode chamar de "Experiência Oceânica".
O Tantra Original proporciona a "Visão Sistêmica", que oferece aos praticantes um modelo que permite a interação com outros organismos biológicos e outros sistemas de vida multidimensionais e pluridimensionais. A chave para penetrar na relação com outras formas de vida, biológicas ou não, resume-se a uma descarga neuro-muscular, liberadora de grandes proporções de energia, com a consequente distensão da mente, permitindo a sua expansão. Essa mesma experiência é proporcionada pelo orgasmo convencional, em menores proporções.

As práticas tântricas permitem ampliar a capacidade de liberação e de expansão da energia, agregando, com a experiência, um novo estado de percepção e consciência.
O resultado pode ser comprovado na vida cotidiana, onde a pessoa passa a experimentar um fluxo brincalhão, relaxado e solto, mutuamente alimentador, que tem base no êxtase, no prazer e na alegria, oferecendo um intercâmbio de energias que lembra danças e jogos (Leela, em sânscrito).
Toda essa experiência permite que a pessoa vivencie a expansão dos próprios limites, a dissolução dos condicionamentos negativos, castradores e repressores, para se perceber em um sentimento de fusão com o todo, em um estado de felicidade.
No Tantra, a união dos genitais e a consequente descarga orgástica, embora poderosamente experienciadas, são consideradas secundárias em relação à meta final, que é alcançar o estado transcendental da união dos princípios masculino e feminino em sua propagação ao infinito, denominada Unio Mystica.
As pessoas que alcançam essa forma de sexualidade experimentam a ausência de ruído biológico dentro de um complexo sistema espiritual, espontâneo e natural. Sob este aspecto, alguns componentes são fundamentais para alcançar a compreensão do significado original e verdadeiro do Tantra, sem os quais, seu sistema existencial e sua correlação com o Sagrado fica incompleta.
O Tantra Original não está contido em livros ou textos, como constantemente é propagado entre os adeptos do Yoga ou do Budismo. Sua origem é a própria fonte geradora da vida. É necessário alcançá-la de forma vivencial, através das meditações e dinâmicas propostas nos trabalhos em grupo ou individuais.
Trata-se de uma conexão transcendente com a fonte da vida e o viver, que estão acessíveis e disponíveis a qualquer ser humano, pois não há privilégios. Não são necessárias práticas austeras ou isolamentos. Pelo contrário, o trabalho com o Tantra é social, não há nenhuma necessidade de rituais ou paramentos litúrgicos.
O Tantra é simples e exige apenas simplicidade por parte de quem o pratica. O sistema existencialista humanista presente no Tantra necessita de confiança, entrega, relaxamento profundo, amor e compaixão para que o estado de percepção e consciência ampliada conduza à experiência de supraconsciência.
O Tantra oferece ao indivíduo a chave que pode abrir a sua consciência, independentemente de sua cultura ou religião.
A essência dos ensinamentos tântricos está contida na nossa natureza mais íntima, nosso estado primordial e iluminado, que é a nossa potencialidade inerente. Esses ensinamentos estão livres do karma, porém são oprimidos pelos condicionamentos sociais, pelas crenças, pelo medo, pela desconexão com a Fonte Interior. Nosso estado primordial não é algo que tenha que ser construído ou conquistado, mas algo existente desde o princípio, e goza da mesma sabedoria e inteligência que modela o universo e permeia a natureza.
O ser humano perdeu o contato com essa sabedoria natural no esforço cotidiano de sobreviver. O Tantra possui os dispositivos para a reconexão com essa fonte original, de onde emana a vida e as tramas do desenvolvimento das espécies.



Aranha
É a medicina da criação. Para compreender melhor a “teia da vida”. Evocar para criatividade e imaginação. Inspira a visão, e o poder para trazer nossos sonhos até a realidade. Para obter independência e coragem para rompermos com armadilhas que criamos sejam emocionais, ou espirituais. Para rompermos a teia da ilusão, construirmos novos sonhos, para sonharmos mais, para tecer sua própria vida.

MULHER ARANHA

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Seu nome, hopi, tem sido traduzido de diversas formas: “pacífico”, “justo” ou “virtuoso”. Sua tradução mais comum é “povo pacífico” ou “povo da paz”. Este povo agrícola tem vivido no Arizona há incontáveis séculos; as marcas dos seus clãs podem ser encontrados por todo o sudoeste.
A Mulher-Aranha ou Kokyang Wuhti é um ser criativo. Esta entidade sagrada é uma pessoa e muitas ao mesmo tempo. Ela possui todo o conhecimento e está em toda a parte. Pode aparecer como uma jovem, uma velha, ou uma aranha. Pode ser vista ou tornar-se leve como o ar.
É considerada a Mãe de Tudo: "Segundo o mito indígena, o mundo foi criado por ordem do deus-sol. Havia também a Mulher-Aranha, que deu vida ao mundo, crinado plantas, animais e finalmente seres humanos da terra e de si mesma." Ele possui poederes divinos e sabedoria ilimitada. Sabe todos as linguagens. Tem acesso profético ao futuro. Kokyang Wuhti é guardiã: ela cuida da proteção e do bem-estar das pessoas necessitadas.
É vista freqüentemente como uma velha vigorosa e nunca é representada por ninguém nas cerimônias hopis Por sua associação com a terra, na qual ela vive, ela tem as cracterísticas de uma Deusa da Terra. É velha como tempo, e jovem como a eternidade.

A LENDA DA CRIAÇÃO HOPIS

No início dos tempos, uma faísca de consciência se incendiou no espaço infinito. Esta faísca era o espírito do Sol, chamado Tawa. Tawa então criou o primeiro mundo: uma enorme caverna povoada unicamente por insetos. Observando como se moviam os insetos, achou aquela povoação formigante pouco inteligente. Então lhes enviou a Avó Aranha que disse aos insetos:
_"Tawa, o espírito do Sol que os criou, está descontente com vocês, porque não coompreendeis em absoluto o sentido da vida. Assim, me foi ordenado que os conduza para o Segundo Mundo, que está acima do teto da caverna".
Os insetos então começaram a escalar as paredes da caverna em direção ao Segundo Mundo. A subida era tão alta e tão penosa que, antes de chegarem ao Segundo Mundo, muitos dos insetos já haviam se transformado rm animais poderosos. Tawa os contemplou e disse:
-"Estes sobreviventes são tão estúpidos como os do Primeiro Mundo. Tampouco parecem capazes de compreender o sentido da vida".
Novamente pediu a Avó Aranha para que os conduzisse para o Terceiro Mundo. E no transcurso desta nova viagem, alguns animais se transformaram em homens.
No Terceiro Mundo, a Avó Aranha ensinou aos homens a tecerem e as mulheres a fazerem potes. Ela também instruiu convenientemente e na cabeça dos homens e mulheres começou a despontar uma vaga idéia sobre o sentido da vida. Entretanto, bruxos malvados, extingüiram a luz e cegaram os humanos. As crianças choravam, os homens guerreavam e se lastimavam, haviam perdido o sentido da vida.
A Avó Aranha voltou e lhes disse:
-"Tawa, o espírito do Sol, está muito triste com todos vocês. Haveis desperdiçado a centelha de luz que havia brotado em suas cabeças. Agora, devereis ascender ao Mundo Superior (ou Quarto Mundo). Mas desta vez, deverão encontrar o caminho sozinhos".
Os homens, perplexos, se perguntavam como poderiam subir para o Mundo Superior. Durante algum tempo permaneceram em silêncio. Em fim, um ancião tomou a palavra:
-"Creio ter ouvido ruído de passos no céu". -"Está correto", falaram os demais. "Também nós temos escutado os passos de alguém lá em cima". Sendo assim, enviaram o "pássaro gato" para explorar o Mundo Superior que parecia habitado.
O pássaro gato voou para o céu e descobriu um país semelhante ao deserto do Arizona. Lá visualizou uma cabana de pedra e ao aproximar-se, viu um homem que parecia dormir, sentado contra uma parede. O pássaro gato posou junto a ele e o homem despertou. Seu rosto era pavoroso, vermelho, coberto de cicatrizes, queimaduras, com uns traços negros pintados entre as bochechas e o nariz. Seus olhos eram tão enterrados nas órbidas que eram quase invisíveis, mas o pássaro viu brilhar entre eles um resplendor aterrador. Reconheceu então aquele personagem: era a Morte.
A Morte olhou detidamente para o pássaro gato e lhe disse gesticulando:
-Não tens medo de mim?"
-"Não", respondeu o pássaro. "Venho da parte dos homens que habita, o mundo debaixo deste. Desejam compartilhar contigo este país. Isso é possível?"
A Morte refletiu por alguns momentos. -"Se os homens querem vir", disse finalmente com o olhar sombrio, "Que venham!".
O pássaro gato retornou ao Terceiro Mundo e contou aos homens o que havia visto.
-"A Morte aceita compartilhar com vocês seu país", comunicou.
-"Graças sejam dadas!", responderam os homens. "Mas como poderemos subir até lá?" Pediram conselho a Avó Aranha, que lhes disse:
-"Plantem um bambu no centro do povoado e cantem para ajudá-lo a crescer".
Assim os homens fizeram. Cantaram sem cessar e a Avó Aranha dançava para ajudar o bambu a crescer direito. Por fim, a Avó Aranha exclamou:
-"Olhem! A ponta do bambu já alcançou o céu!"
Então os homens escalaram o bambu, alegres como crianças. Nada levavam consigo, estavam nus, tão desprovidos como no seu primeiro dia de vida.
-"Sejam prudentes!", gritou a Avó Aranha. "Sejam prudentes!" Entretanto os homens já não mais a escutavam, pois já tinham alcançado às alturas. Ao chegarem no Mundo Superior, construíram povoados, plantaram mandioca, milho, melões, fizeram jardins e hortas.
E desta vez, para dar sentido as suas vidas, inventaram as LENDAS.
Na mitologia Caiapó, como na nativa americana, a Deusa-Aranha também é Criadora, na medida que possibilita com sua teia o povoamento da Terra, que ao contrário dos Hopis, os homens vêm do Mundo de Cima para o Mundo Debaixo.
A teia é um arquétipo poderoso que nos fala de nossa conexão com todo o Universo. Tudo que exite está interligado com a Grande Teia Universal e, portanto, o que cada um faz, influencia o Todo. Mas a Mulher Aranha, também tem seu lado escuro e é temida por seus aspectos negativos. Ela é conhecida como uma bruxa que conhece todas as linguagens do mundo, que se reúne todo ano, perto da Mesa Negra, com outras bruxas do mundo.
Em sua autobiografia intitulada "Sun Chief", o hopi Don Talayesva fala do tempo em que Kokyang Wuhti tentou fazê-lo prisioneiro. Nos conta como ele conseguiu escapar dela.
Apesar disso, a Mulher Aranha é uma figura em grande parte benévola. Ela aparece nas lendas de muitas culturas indígenas americanas, incluindo as dos povos navajo e pueblo. Joe Sando, do pueblo de Jemez, conta que as pessoas acreditam que a Mulher Aranha as protege com sua teia. Devido à reverência dos nativos americanos a todas as formas de vida e devido à ocorrência abrangente dessa figura arquetípica, a maioria dos índios é criada aprendendo a respeitar aranhas, e não matá-las. Isso certamente ocorre no povo pueblo. Se um índio pueblo mata uma aranha, seja por qual motivo, segundo Joe Sando, ele imediatamente diz "um cego mata", para se livrar da responsabilidade pela morte da aranha. Kokyang Wuhti representa simultaneamente o feminino como guia sempre presente, ajudante, protetora e companheira, e o perigo inerente nessa onipresença.

RITUAL DA MULHER ARANHA

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Desenhe no chão um círculo e dentro dele uma teia de aranha. Coloque todos seus instrumentos dentro do círculo. Acrescente velas roxas, uma ametista e essência de violeta. Limpe o círculo, você e o ambiente com uma vassourinha de folhas de mamona e seringueira.

Faça a seguinte Invocação:
"Tecelã das Estrelas,
Seu manto é o Universo.
Esteja comigo, traga-me progresso.
Que eu ande no caminho,
Com a Senhora, não mais sozinho.
Venha a este Círculo hoje.
Compartilhe seu poder,
Ensine-me como eu possa
Melhor minha vida tecer.
SEJA BEM-VINDA!"
Cante então a sílaba "IHU", que significa "O Todo", variando os tons até obter centramento e harmonia. Em seguida, visualize a Aranha Cósmica, tecendo a teia que touuxe a humanidade para Terra. Percorra a grande extensão dessa teia, observando o universo e a ligação intrínseca de todas as coisas. Preste atenção às imagens que surgirem, anote os símbolos e mensagens, para não esquecê-los. Agradeça a Deusa e encerre a visualização. Em agradecimento à Deusa coloque ou plante flores rouxas na terra. Celebre seu ritual comendo mel e bebendo água.

Desenvolvido por Rosane Volpatto
Texto; Xamanismo.com.br
Sananga é o sumo extraído das raízes de uma planta amozônica, cujo nome indígena é "Mana Heîns", nome oriundo do dialeto Huni Kuin, falado
pelos Kaxinawás. é um arbusto das regiões amazônicas, utilizado pelos índios nativos Kaxinawás e outras tribos.

Do interior de sua raiz, é estraído um sumo em decocção, o qual é utilizado para a cura das panemas, doenças espirituais segundo os índios.

Seu princípio ativo é a Ibogaína, uma poderosa substancia de poder que se ingerida leva os índio à um estado de transe profundo para o contato com o mundo dos espíritos.

Porém, na medicina tradicional do Sananga, ele é utilizado como colírio.

Os índios guerreiros, antes de irem para a caça, administram uma gota em cada olho, fazendo com que sua percepção fique aguçada e perceba movientos sutis na densa floresta.

O que ocorre é que o Sananga trabalha com duas vertentes energéticas de cura: a Física e a Espiritual.

Acredita-se que o "Espirito do Sananga", ou seja, a energia e inteligência, análoga ao princípio ativo do sumo desta poderosa erva, atua diretamente na causa original da doença, nos processos chamados psico-somáticos.

As doenaças psico-somáticas são de origem psíquicas, mas ao se potencializarem se manifestam no SOMA, ou melhor dizendo, no corpo físico.


Os olhos são as janelas da Alma, onde tudo o que vemos, e projetamos está lá guardado, inclusive nossa história kármica.

Então o Espírito do Sananga faz uma verificação dos padrões energéticos em desequilíbrio, e vai diluindo essas forças que se constituem nas panemas.

O resultado após a aplicação é um equilírbio da alma em sintonia com essa força da natureza, uma expanção da força visual espiritual, ou do AJNA CHAKRA, a terceira visão, a visão interior, e também uma melhora na fisiologia ocular.

O Sananga é indicado em casos de doença como: Glaucoma, catarata, miopia, astigmatismo, hipermetropia, distrofias, alterações das cores, entre outras.

Há casos de pessoas que foram curadas de miopia com uma aplicação, e houve melhora na percepção das cores imediatamente.

O Sananga tem sido explorado de forma controversa pelos Europeus, que vem na terra amazônica e levam o produto como remédio para fora, porém a forma correta de se utilizar é dentro de um trabalho voltado para a evolução espiritual, pois ele, usado de forma errada, se constitui numgrande causador de problemas na vida da pessoa.

A forma de aplicação é a seguinte: de uma à 3 gotas em cada olho.

A pessoa sentirá uma forte vibração, onde poderá ocorrer diversos graus de ardência dependendo de como estiver a situação espiritual da pessoa. Com o tempo, a pessoa vai se alinhando ao espírtio do sananga e sentirá menos o ardor, quando sua visão já terá tido um ganho imenso.

Após o ardor que dura uns 3 minutos, as cores se tornam mais nítidas há uma melhora significante nos padrões da visão.

Alguns tratamentos são milagrosos, imediatos, e outros a longo prazo, mas não menos milagrosos que o primeiro.

É uma experiência diferente, única, de tranformação espiritual e de visão, num sentido mais aplo da palavra.

A Sananga não corrige fisicamente os problemas do olho, mas repara energeticamente tais enfermidades, pois compreendemos que toda doença é psicossomática, nascendo primeiro nos sentimentos do indivíduo e após influenciar a camada energética do órgão em questão, se manifesta densamente no corpo material. Assim sendo, quando aplicado, a Sananga dilui as formas pensamento e energias negativas e desarmônicas que envolve o corpo energético do olho e cura energeticamente doenças do olho como: miopia, hipermetropia, astigmatismo, ambliopia, afacia, olho seco, fotofobia e previne contra catarata, glaucoma, presbiopia e ceratocone. Além de abrir os canais energéticos do ser humano para a Visão Interior, Exterior e Superior. Da região da cabeça desce uma energia sutil e favorável para manter os chakras abertos, expande a aura e mantêm a pessoa centrada e equilibrada emocionalmente, mentalmente e espiritualmente.

Para os xamãs ancestrais, a panema é um aglomerado de energias desqualificadas que ficam presentes no corpo energético da pessoa, acumulada através de uma vida sedentária, negativa e regada com hábitos e pensamentos prejudiciais para a saúde física, emocional, mental e espiritual, que pesam o corpo energético do indíviduo, deixando-o apático, desanimado, triste, depressivo, estressado e fisicamente pesado, impossibilitando o sucesso da pessoa em seus relacionamentos, trabalho e objetivos da vida como um todo. Através da Sananga essa carga de energia negativa é automaticamente eliminada, é como se a pessoa passasse por um tratamento de choque energético, de maneira sutil, sentindo-se leve, animado, capaz e revigorado após a aplicação.

É recomendado para todas as pessoas, sexo e idade. Quanto mais cedo a pessoa receber a Sananga, menos problemas do tipo ocular e de visão terá.

Texto de Alquimia das Arvores.





“Erveiras, raizeiras, benzedeiras, mulheres sábias que por muito tempo andaram sumidas, ou até mesmo escondidas. Hoje retornam com um diploma de pós-graduação nas mãos e um sorriso maroto nos lábios. Seu saber mudou de nome. Chamam de terapia alternativa, medicina vibracional, fitoterapia, práticas complementares…são reconhecidas e respeitadas, tem seus consultórios e fazem palestras.
As mulheres curadoras fazem parte de um antigo arquétipo da humanidade. Em todas as lendas e mitos, quando há alguém doente ou com dores, sempre aparece uma mulher idosa para oferecer um chazinho, fazer uma compressa, dar um conselho sábio. Na verdade, a mulher idosa é um arquétipo da ‘curadora’, também chamada nos mitos de Grande Mãe.
Não tem nada a ver com a idade cronológica, porque esse é um arquétipo comum a todas as mulheres que sentem o chamado para a criatividade, que se interessam por novos conhecimentos e estão sempre a procura de mais crescimento interno. Sua sabedoria é saber que somos “obras em andamento’, apesar do cansaço, dos tombos, das perdas que sofremos… a alma dessas mulheres é mais velha que o tempo, e seu espírito é eternamente jovem.
Talvez seja por isso que, como disse Clarissa Pinkola:
“Toda mulher parece com uma árvore. Nas camadas mais profundas de sua alma ela abriga raízes vitais que puxam a energia das profundezas para cima, para nutrir suas folhas, flores e frutos. Ninguém compreende de onde uma mulher retira tanta força, tanta esperança, tanta vida. Mesmo quando são cortadas, tolhidas, retalhadas, de suas raízes ainda nascem brotos que vão trazer tudo de volta à vida outra vez.”
Por isso, entendem as mulheres de plantas que curam, dos ciclos da lua, das estações que vão e vem ao longo da roda do sol pelo céu. Elas tem um pacto com essa fonte sábia e misteriosa que é a natureza. Prova disso é que sempre se encontra mulheres nos bancos das salas de aula, prontas para aprender, para recomeçar, para ampliar sua visão interior. Elas não param de voltar a crescer…
Nunca escrevem tratados sobre o que sabem, mas como sabem coisas! Hoje os cientistas descobrem o que nossas avós já diziam: as plantas têm consciência! Elas são capazes de entender e corresponder ao ambiente à sua volta. Converse com o “dente-de-leão” para ver… comunique-se com as plantas de seu jardim, com seus vasos, com suas ervas e raízes, o segredo é sempre o amor.
c4beabca115a3e58204fbfd1862b87d9Minha mãe dizia que as árvores são passagens para os mundos místicos, e que suas raízes são como antenas que dão acesso aos mundos subterrâneos. Por isso ela mantinha em nossa casa algumas árvores que tinham tratamento especial. Uma delas era chamada de “árvore protetora da família”, e era vista como fonte de cura, de força e energia. Qualquer problema, corríamos para abraçá-la e pedir proteção.
O arquétipo de ‘curadora’ faz parte do feminino, mesmo que seja vivenciado por um homem. Isso está aquém dos rótulos e definições de gênero. Faz parte de conhecimentos ancestrais que foram conservados em nosso inconsciente coletivo.
Perdemos a capacidade de olhar o mundo com encantamento, mas podemos reaprender isso prestando atenção nas lendas e nos mitos que ainda falam de realidades invisíveis que nos rodeiam. Um exemplo? Procure saber mais sobre os seres elementais que povoam os nossos jardins e as fontes de águas… fadas, gnomos, elfos, sílfides, ondinas, salamandras…
As “curadoras’ afirmam que podemos atrair seres encantados para nossos jardins! Como? Plantando flores e plantas que atraiam abelhas e borboletas, gaiolas abertas para passarinhos e bebedouros para beija-flores.
Algumas plantas ‘convidam’ lindas borboletas para seu jardim, como milefólio, lavanda, hortelã silvestre, alecrim, tomilho, verbena, petúnia e outras. Deixe em seu jardim uma área levemente selvagem, sem grama, os seres elementais gostam disso. Convide fadas e elfos para viverem lá.
Lembre-se: onde você colocar sua percepção e sua consciência, a energia vai atrás.
dente-de-leao3
RITUAL PARA CRIAR UM CAMPO DE ENERGIA EM SUA CASAEscolha uma planta para ser a Planta Protetora de sua casa.
Batize-a, perguntando-lhe o nome. O nome que vier à sua cabeça é este que ela está lhe falando. Isso é importante, porque você está estabelecendo um primeiro relacionamento com sua planta.Converse com ela, conte-lhe alguma coisa – pode ser um sonho, um desejo ou uma intenção para a energia de sua casa.
Todas as vezes que for regar a planta, pense na sua intenção e reforce o seu propósito.
Agradeça sempre pela energia que ela está emanando para sua casa. Diga: Obrigada, Espírito da minha Planta Protetora, por você estar energizando essa casa. Este simples gesto significa que você confere existência e poder à sua Planta Protetora.

por Mani Alvarez
* Coordenadora do curso de pós-graduação em Práticas Complementares em Saúde
Este artigo foi publicado pelo Jornal 100% Vida de maio/2012
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